segunda-feira, 23 de outubro de 2017

INVESTIGAÇÃO | MP da Amadora acusa novos polícias por agressões e mentiras


Um subcomissário e dois agentes da PSP terão agredido violentamente um homem em pleno tribunal

Um subcomissário, que comanda a esquadra da Brandoa, e dois agentes da PSP do comando da Amadora estão acusados dos crimes de ofensa à integridade física qualificada por alegadamente terem agredido violentamente um homem nas instalações do tribunal desta cidade. O oficial está também acusado dos crimes de falsificação de documento e de denúncia caluniosa, pois o Ministério Público (MP) entende que o subcomissário mentiu quando redigiu o auto de notícia atribuindo à vítima comportamentos que não se verificaram. Por considerar grave a ação do subcomissário, o MP requereu a sua suspensão de funções.

De acordo com a acusação, deduzida no passado dia 4 de outubro, a que o DN teve acesso, este processo tem alguns pontos em comum com o caso da acusação aos 18 polícias na esquadra de Alfragide, por tortura, sequestro e agressões, com motivação racista contra seis jovens da Cova da Moura. Além de ter ocorrido também sob o comando da PSP da Amadora, ambas as investigações foram coordenadas pelo procurador da República, coordenador do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) da Amadora, Helder Cordeiro; o tipo de crimes em causa são comuns (agressões e falsos autos de notícia); um dos agentes visado pertence à Esquadra de Intervenção e Fiscalização Policial (EIFP) de Alfragide, onde prestavam serviço a maior parte dos outros 18 polícias acusados em julho passado.

Questionada sobre esta nova situação e que medidas tinham sido tomadas, a direção nacional da PSP respondeu que "não comenta casos judiciais". Os factos ocorreram em março deste ano, numa altura em que o DIAP da Amadora já estava na fase final da investigação de Alfragide, esta executada pela Unidade Nacional de Contraterrorismo (UNCT) da PJ. Segundo o que está descrito na acusação, o subcomissário redigiu um auto de notícia no qual acusava um homem, Eugénio S., de o ter injuriado a ele e aos agentes com a expressão "palhaços do c..., falem mas é para a parede". Eugénio S. negou e o MP não encontrou testemunhas, nem nos próprios agentes que estavam com o oficial, de que o oficial estava a dizer a verdade. Eugénio S. denunciou depois os agentes e o oficial por agressões e o MP conseguiu sustentar esta versão, com base em várias testemunhas, entre as quais dois advogados que depuseram. Segundo contou ao procurador, e que consta da acusação, tudo se passou no interior das instalações do tribunal da Amadora, junto à sala de testemunhas. O subcomissário terá olhado para Eugénio S. e questionado: "Estás a olhar para mim porquê?" Este terá respondido que não estava, que não o conhecia. O oficial insistiu que sim e logo um agente uniformizado que estava com ele "empurrou com força o ofendido contra a parede, fazendo que as costas do ofendido fossem projetadas contra a parede", enquanto o oficial "agarrou o ofendido pelo pescoço com a mão direita, apertando-o com força". Entretanto, é descrito na acusação: "Vindo de trás dos seus colegas", um dos agentes constituídos arguidos (o da EIFP), "que trajava à civil, desferiu com o pé direito um pontapé que atingiu o ofendido Eugénio na zona do peito, causando-lhe dor".

O MP entende que "os arguidos praticaram os factos supradescritos com flagrante e grave abuso da função em que estavam investidos e com grave violação dos deveres de isenção, zelo, lealdade, correção e aprumo, revelando, deste modo, indignidade no exercício dos cargos para que tinham sido investidos tendo, como consequência direta, a perda de confiança necessária ao exercício da função".

O caso do subcomissário é mais grave. Para o MP, o oficial "sabia que o documento que elaborava continha factos juridicamente relevantes, como era a denúncia da prática de um crime, que se tratava de um auto de notícia ao qual o MP, em face dele, desencadearia um processo de natureza criminal e que os factos não tinham ocorrido como declarava, tendo-o feito com consciência da falsidade de imputação".

O procurador pediu para os três arguidos a medida de coação de termo de identidade e residência (TIR), mas em relação ao subcomissário requereu ao tribunal de instrução criminal que determine também a suspensão imediata nas suas funções. "A conduta do subcomissário Hugo C. ao elaborar um auto de notícia descrevendo factos que não tinham ocorrido, pretendendo, por essa via, que fosse instaurado procedimento criminal contra pessoa determinada (...), põe em crise toda a relação de confiança que o Estado deve manter com particulares num domínio tão sensível com a justiça e a segurança. Nada garante que não venha a fazer uso desse expediente como o descrito nos autos e, deste modo, perfilhamos o entendimento de que existe o perigo de continuação da atividade criminosa", conclui o magistrado.

Este requerimento ainda não foi decidido pelo tribunal. Este procurador já tinha feito um pedido de suspensão de funções em relação aos 18 acusados de Alfragide, mas foi recusado. O requerimento foi feito mais de dois meses depois de deduzida acusação, o que o tribunal considerou extemporâneo, até porque a maioria dos agentes não estavam já em serviço na mesma esquadra. Neste caso o requerimento seguiu junto à acusação.

Fonte: DN

Estive em Lisboa e Lembrei de Você um Filme de José Barahona


Sérgio, um modesto funcionário da Companhia Industrial de Cataguases, Minas Gerais (Brasil), sofre uma reviravolta na sua vida: a sua mulher enlouquece, ele perde o emprego e a custódia do filho.

Decide emigrar para Lisboa, a conselho dos amigos, em busca de oportunidades de trabalho para recompor a sua vida. Ao chegar, Sérgio é confrontado com a dura realidade da imigração; o dia-a-dia e o contraste cultural vão revelar um lugar diferente daquele com que sonhara.

Este filme cujo argumento foi adaptado do romance homónimo do premiado escritor brasileiro Luiz Ruffato será exibido no dia 26 de Outubro às 22:00. A entrada no Mini-Auditório Salgado Zenha é livre. 


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Introdução Histórica

Sérgio de Souza Sampaio (Paulo Azevedo) nasceu em Minas Gerais, quando, por força das circunstâncias, se vê sem emprego, sem a mulher e sem o filho, resolve dar uma volta à sua vida e emigrar para Portugal. É assim que chega a Lisboa, em busca de oportunidades de trabalho e cheio de esperança numa vida melhor. Mas o que ele vai encontrar é algo muito diferente do idealizado: os empregos escasseiam e as poucas vagas que sobram são mal remuneradas. Longe da família e do país que o viu nascer, vai ter de enfrentar a solidão, o desprezo e a estranheza de um povo muito diferente do seu.
Co-produção entre Brasil e Portugal, “Estive em Lisboa e Lembrei de Você” é a adaptação cinematográfica do romance homónimo de Luiz Ruffato. A realização e argumento fica a cargo de José Barahona (“Buenos Aires Hora Zero”, “O Manuscrito Perdido”), cineasta português radicado no Brasil.

SOBRE O REALIZADOR
Nasceu em Lisboa em 1969 e reside atualmente no Rio de Janeiro, Brasil. José Barahona realizou diversos documentários e curtas-metragens desde 1995, altura em que se formou em Lisboa na Escola Superior de Teatro e Cinema, tendo concretizado os seus estudos em Cuba e em Nova Iorque. Como realizador o seu trabalho transita num território híbrido em que documentário e ficção se misturam: os seus documentários têm, muitas vezes, dispositivos ficcionais, e as suas ficções uma relação muito estreita com o documental. Nesse sentido destacam-se o documentário longa-metragem O Manuscrito Perdido (2010), vencedor, entre outros, do Prémio TV Brasil de Melhor Longa-metragem na 15ª Mostra Internacional do Filme Etnográfico (RJ). Foi publicado um livro sobre o filme com a chancela Selo Tordesilhas, com prefácio de Nelson Pereira dos Santos e o documentário Milho (Prémio CineEco em Movimento, CineEco, Seia, Portugal, 2009). Realizou também a curta-metragem Pastoral (2004), conquistando os prémios de Melhor Curta-Metragem no Caminhos do Cinema Português (Coimbra, 2005) e a Menção Honrosa no Fantasporto (Porto, 2005).
Estive em Lisboa e Lembrei de Você é a sua primeira longa-metragem de ficção.

ENTREVISTA A JOSÉ BARAHONA


Foi após a leitura do livro de Luiz Rufatto que decidiste fazer o filme Estive em Lisboa e Lembrei de Você? O que mais te cativou e inspirou no livro?

Houve vários aspetos que me cativaram assim que li o livro. Primeiro o facto de o livro ser apresentado, na introdução, como um depoimento dado por Sérgio de Souza Sampaio, o protagonista, ao autor em Lisboa e de o livro ser dedicado a um amigo de Ruffato que lhe apresentou o Sérginho. Depois dessa nota introdutória, o que se segue é uma suposta transcrição da entrevista dada por Sérgio na primeira pessoa. Isso dá ao relato um “selo” de verosimilhança. Mas … trata-se de um romance. Sérgio é uma pessoa real? Não sei. Não importa. Ele é um personagem de um livro. Ora em cinema isso seria, se fizéssemos uma transposição literal, aquilo que chamamos de “falso documentário”. Poderíamos imaginar uma entrevista feita por alguém, num plano clássico de depoimento de documentário em que um ator representaria esse relato. Imaginei imediatamente que esse relato seria entrecortado com a reconstituição ficcional de algumas das cenas do livro criando assim um híbrido entre o “falso documentário” e a ficção. Talvez até mesmo encontrar alguém em Cataguases, cidade natal de Sérginho, que quisesse vir para Lisboa e usar a sua vinda, suas motivações e sonhos como âncora do filme. Isso não veio a acontecer pois a crise estava à porta em 2010/11, e o que acontecia era que os brasileiros que estavam em Lisboa começavam a pensar no seu regresso.

Depois o facto de eu, e muitos portugueses, sempre convivermos com pessoas com histórias de vida semelhantes: a imigração de pessoas menos qualificadas que trabalham em Lisboa e noutras cidades de Portugal em restaurantes, bares, cafés, na construção civil, etc. Mas eu tinha muita curiosidade de saber como era a vida deles antes de chegarem a Lisboa. Disso eu pouco sabia. Se por um lado houve muitos brasileiros que vieram para Lisboa já com trabalho assegurado como publicitários, arquitetos ou outras profissões, inclusive no audiovisual, estas pessoas mais humildes sonhavam com um Portugal e uma Lisboa onde poderiam construir uma vida melhor. Isso intrigava-me desde há muito. Foi preciso começar a trabalhar no Brasil e a conhecer mais de perto a sua realidade para perceber que a miséria no Brasil é muito mais profunda e desumana que em Portugal. Quando estamos em Portugal temos tendência a pensar que as coisas estão muito mal, que a vida é muito difícil economicamente, que é o pior país do mundo. Não é. Mesmo com a crise em Portugal, e mesmo com todos os progressos alcançados pelas políticas sociais dos últimos governos no Brasil, infelizmente a miséria no Brasil é infinitamente superior à existente em Portugal. O grau de pobreza, de escravidão, de fome e de exploração do homem pelo homem, as desigualdades e o abismo social entre ricos e pobres é muito maior!

E finalmente eu quis fazer deste livro um filme porque ele é de certa forma um espelho de mim próprio. Dadas todas as distâncias que referi anteriormente, eu estava nesse momento a chegar ao Brasil como imigrante por causa da crise portuguesa e por causa da paralisia total na produção de cinema que se deu nessa época. Essa deslocação, o estar fora do meu lugar é algo com que me identificava.

Eu poderia descobrir o passado do protagonista no Brasil, e retratar o estranhamento dele na cidade onde vivi quase toda a minha vida.


Dizes que ao chegar a Lisboa a personagem se debateu com uma realidade diferente daquela que sonhara. Com que Lisboa sonhava ele?
Não sei bem… não sei bem com o que sonhamos quando partimos do nosso lugar para um lugar que não o nosso. Há um mito de Lisboa, “a magnífica” no imaginário brasileiro. O lugar onde tudo começou, as origens, a arquitetura dos velhos prédios lisboetas que se parece com as cidades coloniais no Brasil. A Europa, em geral, como um lugar mais tranquilo, pacifico. Para os indígenas o começo do fim.

O que chega ao Brasil não é a decadência social, económica e política que está a acontecer em Portugal. Isso é uma coisa que acontece muito. O “quintal do vizinho é sempre melhor que o meu”. É preciso viver num determinado lugar para percebermos os problemas que aí existem. Mas para os brasileiros e portugueses, em geral, acho que existe a sensação que, por causa da língua e das relações históricas, será mais fácil encontrar o nosso lugar ao fazer essa troca de país. Os brasileiros, por terem sempre recebido e até sido invadidos pelos portugueses, por terem graus de parentesco familiar (quase todos os brasileiros têm alguma ascendência portuguesa próxima), pensam que serão bem recebidos em Portugal. De alguma forma Portugal para os brasileiros é um lugar onde também podem pertencer. O que muitas vezes não é tão simples assim. Além disso quando se vai para fora do nosso país perdemos as nossas referências. E falo no plural, por mim, pelo Sérgio e pelos muitos imigrantes que encontrei e entrevistei na pesquisa para este e outros filmes. Os amigos, a família e a cultura ficam para trás. Não é fácil… Nunca é muito fácil. E há toda uma série de problemas que podem acontecer… No fundo todos procuramos uma vida melhor. Poder trabalhar e sustentar as nossas famílias. Esse é o ponto central daquilo que se procura, um sonho de uma vida melhor, num novo lugar onde se possa pertencer.

Procuraste pessoas que tinham histórias semelhantes às descritas no livro. Como foi essa pesquisa?
Na verdade eu fiz o caminho inverso que o Luiz Ruffato fez. Ele deve ter encontrado essas pessoas e transformou-as em personagens do seu livro. Ou juntou histórias e construiu as personagens a partir de várias pessoas com vidas semelhantes. Eu procurei pessoas que tivessem histórias de vida parecidas com as que Ruffato descreve e transformei-as em personagens do filme. Na verdade, eu não queria que isso fosse notório no filme, mas isso vem um pouco da minha experiência no documentário.

A única diferença é que em cena, muitas vezes, essas pessoas que representam elas próprias em vez de falar para mim, fora do quadro, falam para o Sérgio. Por isso também ele é um espelho de mim próprio. Por vezes, eu ficava com o lugar do Paulo Azevedo, o actor que interpreta o Sérgio, e ficava perto dele e perguntava coisas, ou segredava ao seu ouvido as perguntas que ele poderia fazer. Enfim, o filme é muito híbrido porque mistura muitas técnicas do documentário e da ficção, encenando o documentário como sempre fiz nos meus outros filmes. Não é muito importante o processo. Importa que o resultado final é um trabalho conjunto para o qual todos contribuíram. Não tem nada a ver com uma aproximação à realidade. A realidade de um filme é o filme quando é visto.

Começaste a tua procura em Cataguases, no entanto não encontraste ninguém que tivesse partido.
Qual foi o passo seguinte?

Encontrar o ator perfeito para encarnar o Sérgio: o Paulo Azevedo.
No início pensaste em fazer um documentário sobre o livro. O que te levou a mudar de ideia?

No início, pensei que iria usar mais a linguagem do que habitualmente chamamos documentário. No entanto, fui abandonando a ideia a meio do processo. Mas apenas aparentemente, como disse antes.

O filme parece ficção, mas tem muito de documental. Há um momento em que os filmes se libertam dos seus autores. Pelo menos, isso acontece comigo e aconteceu-me neste filme. O filme toma vida própria, como se pedisse para ser feito de uma determinada maneira, com uma determinada linguagem que já não somos nós que controlamos. Apenas vamos atrás do filme e do que e demanda. Não sei explicar… é como se criasse a sua própria dinâmica da qual já não se pode escapar. Isso é bom, porque significa que estás a trabalhar em algo consistente, algo que tomou um rumo muito determinado no qual as escolhas do realizador são de forma a seguir um rumo traçado. É o filme, são as imagens e os sons que ao serem manipulados na filmagem e na montagem tomam forma que para o meu olhar só poderia ser aquela.

Trata-se de uma história bastante atual. A ida dos pobres para a Europa. Que paralelismo fazes com a recente questão dos refugiados?
Os refugiados, mais do que uma vida melhor, procuram a sobrevivência. É um caso ainda mais extremo. Uma guerra é algo sem explicação e justificação. No entanto, sei agora que muitas pessoas no Brasil vivem em lugares de “quase-guerra”, que é o que acontece nas favelas controladas pelo tráfico no Rio de Janeiro, por exemplo. Quando o tráfico proíbe as pessoas de sair de casa num determinado dia, quando as pessoas não vão trabalhar num outro dia por causa dos tiroteios entre as várias fações rivais, isso é viver debaixo de uma guerra. Conheço pessoas que vivem essa situação.

Então pode não ser tão diferente assim. E nós devíamos ter essa consciência ao receber os brasileiros em Portugal. Todos os países deveriam estar de braços abertos uns para os outros em situações de catástrofe como a que se passa agora na Síria e com a chegada de milhares de pessoas à Europa São vergonhosas as barreiras que se criam! Mas é uma realidade. O que existe em comum é que, ao chegarem e ao serem acolhidos (o que nem sempre acontece), eles vão passar pelas mesmas dificuldades que todos os outros imigrantes passam. Estes movimentos de pessoas entre países (o Brasil recebeu muitos portugueses por causa da crise em Portugal) devem ensinar-nos algo que já deveríamos ter aprendido, mas que muitas pessoas parecem ainda não saber: que o mundo é um só lugar, e que os homens traçam linhas imaginárias a que chamam fronteiras. Devemos aprender a ser tolerantes, a receber quem precisa de ajuda. Mas isto parece um discurso tão básico e tão óbvio que por esta altura não deveria necessitar de ser feito.

Infelizmente, a intolerância religiosa e cultural, o preconceito e a xenofobia ainda existem neste nosso mundo. Acho que isso é bem patente neste filme. Eu pude vivenciar isso em Portugal com amigos e familiares brasileiros. Era também sobre isso que queria falar. Se nos virmos nesse espelho que é o cinema, se nos rirmos de nós próprios, talvez na próxima oportunidade em que nos defrontemos com determinadas situações se possa agir de maneira diferente. Muitas vezes o preconceito é inconsciente, está enraizado. E uma coisa é brincar com as diferenças culturais com um sorriso nos lábios, outra é a descriminação feita de uma forma mais violenta.

Estes problemas já deviam estar ultrapassados no Séc. XXI. Temos questões mais importantes para resolver, como a fome, a miséria, a pobreza, a guerra e um planeta à beira de uma catástrofe ambiental!


EQUIPA
Realização e Argumento – JOSÉ BARAHONA

Fotografia – DANIEL COSTA NEVES

Som – PEDRO SÁ EARP

Montagem – JOSÉ BARAHONA e PATRÍCIA SARAMAGO

Edição de som e misturas – TIAGO MATOS

Música – FELIPE AYRES

Produção – CAROLINA DIAS (Refinaria Filmes – Brasil)

Co-Produção – FERNANDO VENDRELL (David & Golias – Portugal) e MÔNICA BOTELHO (Mutuca Filmes – Brasil)


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SORORIDADE E O PODER DA MULHER

No último dia 18 de outubro participei de evento destinado a incentivar a participação de mulheres na política.
Ouvi algumas mulheres incríveis, várias delas pioneiras em suas atividades profissionais; mulheres que não se intimidaram em ocupar espaços até então reservados exclusivamente aos homens, muito menos se sentiram inferiores, e elas honraram com brilhantismo o gênero feminino.
Elas foram à luta, acreditaram em seu potencial e venceram... São exemplos de garra e de tenacidade!
Eu nunca ouvira a palavra sororidade, entretanto, sua etimologia vem de soror, que significa irmã. Portanto, sororidade é a qualidade de ser irmã, ou irmandade.
Constatei forte irmandade entre as mulheres participantes do evento "Mulher e Poder", notadamente quando argumentavam sobre a necessidade de mudar de forma radical a participação feminina na política de nosso país.
Pasmem, o Brasil dentre todos os países da América Latina, em participação de mulheres na política de seus países, só perde para Belize. Perdemos feio para nações pouco expressivas como Bolívia, Paraguai, Equador, Honduras e Venezuela. Uma vergonha!
Óbvio que será preciso muita ação. Óbvio que será preciso que um grande contingente de mulheres se filie a partidos políticos e se lance candidatas já no próximo ano. É preciso levantar a bandeira do "Empreendedorismo Rosa", isto é, um movimento que levante a autoestima das mulheres, que as façam fortes e destemidas. Que as encorajem!
As mulheres precisam ser educadas para ter coragem de enfrentar de igual para igual, nosso mundo ainda tão machista. Elas precisam olvidar estigmas que roubam sua confiança, do tipo: Ah, mas isso é
coisa de menino...
Tais estigmas precisam ser repensados e reposicionados e achei legal ouvir alguns depoimentos da Coronel Audilene Dias Rocha, do Alto Comando da Polícia Militar do Paraná.
Decididamente mulher está longe de ser sexo frágil.
É certo que as mulheres tem menos oportunidades que os homens, assim como é certo que ganham menos que os homens para exercer funções semelhantes, porém isso ocorre essencialmente porque a maioria das mulheres se julga inferior. Ora, elas precisam acreditar mais nelas próprias, e então potencializar este padrão em outras mulheres.
Ocorrerá efeito em cascata... O que é muito desejável...
As mulheres precisam ainda, parar de se vitimizar, e a menina Malala Yousafzai deve ser exemplo de coragem porque não se intimidou no enfrentamento de filosofias arcaicas e injustas vigentes no Paquistão.
Esta garota transformou comportamentos milenares porque seus pais a educaram enaltecendo o valor da vida humana, e ninguém pode aceitar arbitrariedades em desfavor de princípios elementares da dignidade humana. Hoje Malala tem apenas vinte anos de idade, mas é reconhecida mundialmente
e ganhou o Prêmio Nobel da Paz!
O papel da figura masculina dentro dos lares precisa sem dúvida, ser revisto. É preciso impor mais respeito à mulher e a sua feminilidade. Frases do tipo "segure sua cabritinha porque meu bode está solto" é de uma tacanhez à toda prova, e um sinal claro que nossa sociedade precisa progredir muito.
É preciso mais responsabilidade nas nossas comunicações em sociedade.
Afinal, sabemos todos que não há nenhuma ação transformadora no mundo que não tenha a mão de uma mulher.
E é fundamental que a mulher não se exponha demasiado... É fundamental que a mulher se dê o devido respeito, não aceitando as mesmices do cotidiano e ocupando espaços nas hierarquias de nossas organizações. E claro, fazendo por merecer porque é a meritocracia que cala as vozes ferinas.
No Estado do Paraná, 52% dos eleitores são mulheres e há muita mulher competente para se lançar na batalha por votos. Há apenas que ousar...
Há apenas que entender-se cidadã que colabora no desenvolvimento desta nação, pois caso não surjam novas alternativas, as velhas raposas continuarão mui faceiras e confortáveis. Do jeito que elas gostam...
Dentre tantas histórias edificantes que ouvi, destaco a fala da Conselheira do CNJ, Desembargadora Maria Tereza Uille Gomes, além do depoimento corajoso da Desembargadora Joeci Machado Camargo, do Tribunal da Justiça do Paraná. São Mulheres Guerreiras!
Parabéns Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, por sediar e organizar tão proveitoso evento. Parabéns mulheres destemidas!
Encerro recordando Cora Coralina: "A verdadeira coragem é ir atrás de seus sonhos, mesmo quando todos lhe falarem que é impossível."

João Antonio Pagliosa
Curitiba, 21 de outubro de 2017.

A “Correctio filialis” e a “Laudatio” do Papa Francisco

Roberto de Mattei (*)
“Quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a Terra?” (S. Lucas 18, 8).
“Quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a Terra?” (S. Lucas 18, 8).
Três semanas após a Correctio filialis(http://www.correctiofilialis.org), surgiu a primeira resposta organizada: uma Laudatio publicada na web, assinada por um grupo de sacerdotes e intelectuais oriundos principalmente da área austro-germânica (http: // www.pro-pope-francis.com/).
Quem são os signatários da Laudatio? Um deles, o prelado alemão Fritz Lobinger, bispo emérito de Aliwal (África do Sul), é o “pai” da expressão “presbíteros comunitários”, exposta no livro Teams of Elders. Moving beyond Viri probati (20017) [Equipes de Anciãos. Indo além dos Viri probati], no qual ele preconiza a introdução na Igreja de dois tipos de sacerdotes: os diocesanos e os comunitários, os primeiros celibatários em tempo integral, e os segundos casados, com família, à disposição da comunidade em que vivem e trabalham.
Outro signatário é o Pe. Paul Zulehner, discípulo de Karl Rahner, também conhecido por uma fantasiosa “Futurologia Pastoral” (Pastorale Futurologie, 1990). Em 2011 ele apoiou o “apelo à desobediência” lançado por 329 sacerdotes austríacos a favor do casamento dos sacerdotes, da ordenação sacerdotal de mulheres, do direito dos protestantes e dos divorciados recasados de receber a comunhão, e dos leigos de pregar e dirigir paróquias.
Martin Lintner é um religioso servita de Bolzano, professor em Bressanone e presidente do Insect(International Network of Societies for Catholic Theology). Ele é conhecido por seu livro La riscoperta dell’eros. Chiesa, sessualità e relazioni umane (2015) [A redescoberta do eros. Igreja, sexualidade e relações humanas], no qual se declara favorável à homossexualidade e às relações extraconjugais, bem como à aceitação entusiástica de Amoris laetitia, que marca, segundo ele, “um ponto de não retorno”na Igreja. Com efeito, “não podemos mais afirmar que hoje haja uma exclusão categórica de se aproximar dos sacramentos da Eucaristia e da reconciliação para aqueles que, na nova união, não se abstenham das relações sexuais. Não há nenhuma dúvida sobre isso, a partir do próprio texto da AL” (www.settimananews.it, 5 de dezembro de 2016).
Fica claro a esta altura que a profunda divisão que percorre a Igreja não é entre opositores e fãs do Papa Francisco. A linha de fratura ocorre entre quem é fiel ao Magistério imutável dos Papas e quem apoia o Papa Bergoglio por almejar o “sonho” de uma igreja nova diferente daquela fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo.
Não é preciso ser historiador para entender que estamos vivendo uma página absolutamente incomum na vida da Igreja. Não estamos no fim do mundo, mas à nossa época se podem aplicar as palavras que com tristeza disse Nosso Senhor sobre o Seu retorno no fim dos tempos: “Quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a Terra?” (Lc 18, 8).
A perda de fé, até mesmo pelos homens da Igreja, é hoje uma evidência. Em 27 de janeiro de 2012, dirigindo-se à Assembleia Plenária da Congregação para a Doutrina da Fé, Bento XVI afirmou: “Estamos diante de uma profunda crise de fé, de uma perda do sentido religioso que constitui o maior desafio para a Igreja de hoje. Por conseguinte, a renovação da fé deve ser a prioridade no compromisso de toda a Igreja nos nossos dias.” Essa perda da fé tem hoje as características de uma apostasia geral.
Raymond Leo Burke
O cardeal Robert Sarah, intervindo num encontro das Conferências Episcopais da Europa, realizada em Trieste em 4 de novembro de 2013, afirmou que “mesmo entre os batizados e os discípulos de Cristo, existe hoje uma espécie de ‘apostasia silenciosa’, uma rejeição de Deus e da fé cristã na política, na economia, na dimensão ética e moral e na cultura pós-moderna ocidental”. O cardeal Raymond Leo Burke [foto], por sua vez, em uma homilia pronunciada em 13 outubro de 2017 na Abadia de Buckfast, lembrou que a Mensagem de Fátima “trata das forças diabólicas desencadeadas sobre o mundo em nosso tempo, entrando na própria vida da Igreja, conduzindo as almas para longe das verdades da fé e, portanto, do amor divino que flui do glorioso Coração transpassado de Jesus”.

As almas se perdem porque a linguagem é ambígua e enganosa, e erros e heresias são espalhados todos os dias no povo fiel. O pontificado do Papa Francisco representa o êxito e a culminação de um processo de autodestruição da Igreja, cujas origens são remotas, mas que atingiu hoje uma velocidade vertiginosa.
Nas trevas em que as almas estão imersas, a Correctio filialis de 24 de outubro de 2017 foi como um raio de luz que rasgou a escuridão. A denúncia das heresias apoiadas e propagadas pelo Papa Francisco ressoou de um canto ao outro da Terra, invadindo a mídia e constituindo o tema dominante das conversas particulares de numerosos católicos. Nessas conversas, poucos negam a veracidade dos fatos denunciados pela Correctio. As divergências são mais sobre “o que fazer” diante de uma situação que não tem precedentes na História.
Não falta quem pratique a dupla linguagem: critica em privado e homenageia em público os que conduzem a Igreja ao desastre. Essa atitude foi chamada de “nicodemita” por Calvino, para indicar aqueles protestantes que dissimulavam sua doutrina homenageando publicamente a fé e os ritos católicos. Mas a própria Igreja Católica sempre condenou a dissimulação, prescrevendo a confissão pública da fé e o martírio como modelo de vida.
Confessar a fé significa denunciar os erros que se lhe opõem, ainda que os mesmos sejam propostos por bispos e inclusive por um Papa, como aconteceu com Honório I (625-638). Não importa muito saber se Honório foi herege ou favens haeresim [favorecedor de heresia]. O fato de ele ter sido condenado solenemente pelo VI Concílio de Constantinopla (681), presidido pelo Papa Leão II, e de sua condenação ter sido confirmada por dois Concílios ecumênicos subsequentes, mostra que a hipótese teológica de um Papa herege, admitida por todos os canonistas medievais, é possível, independentemente do fato de ter-se verificado historicamente.
Mas quem tem autoridade para resistir a um Papa e corrigi-lo? Em primeiro lugar, tal dever incumbe aos cardeais, que são os conselheiros do Papa no governo da Igreja; depois aos Bispos, que constituem, em união com o Papa, a Igreja docente; por fim, aos sacerdotes, religiosos e freiras, e até mesmo aos simples fiéis leigos, que, como batizados, têm aquele aprimoradíssimo sensus fidei que lhes permite discernir a fé verdadeira da heresia.
Eusébio, antes de se tornar bispo de Dorilea, era advogado em Constantinopla quando, em 429, interrompeu em público uma homilia do sacerdote Nestório, que colocava em dúvida a Maternidade divina de Maria. Eusébio teria feito o mesmo se naquele dia, em lugar do Patriarca, estivesse falando o próprio Papa. Seu espírito católico não podia tolerar que a Santíssima Virgem fosse insultada diante do povo fiel.
Hoje a Igreja não precisa de nicodemitas, mas de confessores da fé da têmpera de Eusébio ou de Máximo o Confessor, um simples monge que não hesitou em desafiar o Patriarca de Constantinopla e os imperadores bizantinos. Para aqueles que queriam obrigá-lo a comungar junto com os hereges monoteístas, ele respondeu: “Ainda que todo o universo comungue com eles, eu não comungarei”. Aos 80 anos, após sofrer três processos por causa de sua lealdade, Máximo foi condenado à mutilação da língua e da mão direita, os dois órgãos mediante os quais, por palavras e escritos, ele havia combatido erros e heresias.

Ele teria podido repetir as palavras de São Paulo: Ninguém me assistiu na minha primeira defesa, antes todos me desampararam. Não se os impute por isso. Mas o Senhor me assistiu e fortaleceu-me, para que fosse por mim cumprida a pregação e todos os gentios a ouvissem; e fiquei livre da boca do leão” (2 Timóteo 4: 16-17).
O fato de serem poucos, incompreendidos e perseguidos aqueles que dão testemunho da fé católica é permitido pela Divina Providência para aumentar o mérito deles e fazer com que sua conduta não seja apenas legítima e necessária, mas santa e heroica. O que é o exercício heroico das virtudes senão cumprir o próprio dever em circunstâncias excepcionais, apoiado não nas próprias forças, mas na ajuda de Deus?
Fonte: ABIM

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(*) Fonte: “Corrispondenza romana”, 19-10-2017. Matéria traduzida do original italiano por Hélio Dias Viana.

1 comentário para A “Correctio filialis” e a “Laudatio” do Papa Francisco

  1. Costa MarquesResponder
    22 de outubro de 2017 à 11:48
    “Seja o seu SIM sim e o seu Não não” afirmou Nosso Senhor os Evangelhos. Desde muito tempo os progressistas tentam separar a DOUTRINA da PRÁTICA. Dai, —
    dizem esses adulteradores das verdades ensinadas Perenementemente pelo Magistério — adotemos uma Prática de dar comunhão aos recasados, aos concubinos etc (sem mexer na doutrina).
    Como se fosse possivel congelar a Doutrina e ter uma Prática diferente dela.
    Em outras palavras, pelo COSTUME em transgredir a Lei vai-se deformando as mentalidades dos catolicos e ofendendo a Deus. Inaceitável!!! Seja o seu Sim, sim; seja o seu Não não. CostaMarques

PEDOFILIA: Pai abusou da filha por 6 anos


Um morador de Jundiaí, de 31 anos, foi preso nesta sexta-feira (20) na Operação do Ministério da Justiça contra a pedofilia, desencadeada em todo o País. Ele tinha material pornográfico no computador de crianças e a Polícia descobriu que abusava da própria filha de 12 anos, havia pelo menos seis anos.

A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Jundiaí, Maria Beatriz Cúrio de Carvalho, disse que o caso veio à tona graças a esse trabalho de investigação. A menina foi levada para conversar com uma psicóloga da Polícia e revelou que o pai abusava dela desde os seis anos. “A menina falou que tem nojo de homem. Detesta homem e para o resto da vida quer distância deles”, comentou a delegada. O pai foi preso por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), sob o comando do delegado Luiz Carlos Duarte.

Cento e oito pessoas acusadas de produzir e disseminar conteúdos de pedofilia na internet foram presas nesta terça-feira (20) no Distrito Federal e 24 estados do Brasil, na operação “Luz na Infância”.

A ação é realizada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senasp/MJSP) em parceria com as polícias civis e a Embaixada dos Estados Unidos da América no país.

Para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, a cooperação internacional em tecnologia para a segurança pública no Brasil foi fundamental para a operação.

“Nada se passa no espaço exclusivo do território nacional. A integração federativa é fundamental, e a integração internacional não é menos fundamental em tecnologia. Essa é uma tecla em que o Ministério da Justiça bate muito”, afirmou o ministro. “Os Estados Unidos cooperaram com software e compartilhamento de arquivos. Esse avanço tecnológico é muito importante”, explicou Jardim.

Considerada uma das maiores ações policiais já realizadas no mundo para combater a pedofilia, a operação Luz na Infância cumpriu 157 mandados de busca e apreensão de computadores e arquivos digitais.

Durante a apreensão desses materiais nos 24 estados e DF, foram identificadas e presas 108 pessoas que utilizavam esses equipamentos para produzir, guardar ou compartilhar conteúdos de pedofilia na internet. Foram presas pessoas em São Paulo (25), Rio Grande do Sul (9), Minas Gerais (9), Goiás (9), Bahia (8), Paraná (6), Distrito Federal (6), Pará (6), Rondônia (4), Sergipe (4), Santa Catarina (3), Tocantins (3), Amazonas (2), Pernambuco (2), Ceará (2), Maranhão (2), Mato Grosso do Sul (2), Rio de Janeiro (2), Rio Grande do Norte (1), Espírito Santo (1), Acre (1) e Paraíba (1). Nos estados de Alagoas, Roraima e Mato Grosso não houve prisões, apenas busca e apreensão de materiais.

A operação é resultado de seis meses de levantamentos e investigações coordenados pela Senasp/MJSP, em conjunto com as agências de inteligência de polícias civis. Participaram da iniciativa 1.108 policiais civis.

Cooperação
Os alvos da operação foram identificados através de um trabalho de cooperação mútua realizado em parceria entre a Diretoria de Inteligência da Senasp e a Embaixada dos Estados Unidos da América no Brasil, Adidância da Polícia de Imigração e Alfandega em Brasília (US Immigration and Customs Enforcement-ICE).

Com base em informações e evidências coletadas em ambientes virtuais, as polícias civis dos estados instauraram inquéritos policiais e representaram pelas buscas e apreensões junto ao Poder Judiciário, visando apreender computadores e dispositivos informáticos onde estavam armazenados os conteúdos relacionados aos crimes de exploração sexual contra crianças e adolescente, indiciar e prender os criminosos.

Os trabalhos da Luz na Infância vêm sendo feitos há seis meses e resultam do aprimoramento do trabalho de inteligência de segurança pública e atuação em modelo de força tarefa, que reúne em um mesmo ambiente de trabalho policiais com expertise e capacitação na repressão aos crimes acima mencionados.

Via: http://www.jr.jor.br/2017/10/20/pedofilia-pai-abusou-da-filha-por-6-anos/

Catalunha | Sondagem dá nova maioria ao independentismo catalão


Há pressões para Puigdemont antecipar eleições autonómicas. Mas pesquisa de opinião mostra que os independentistas voltariam a ter mais deputados no Parlamento catalão

O objetivo do primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, com o acionar do artigo 155.º da Constituição é demitir o governo e forçar eleições no prazo máximo de seis meses para permitir o regresso à legalidade. Mas, segundo uma sondagem para o El Periódico, se as eleições fossem hoje, o independentismo voltaria a conquistar a maioria de deputados no Parlamento catalão (mais uma vez sem ter a maioria de votos). Apesar de o presidente da Generalitat, Carles Puigdemont, estar a ser pressionado para antecipar as autonómicas, o conselheiro do Interior e porta-voz do governo, Jordi Turull, diz que esse cenário não está sobre a mesa.

A sondagem do Gabinete de Estudos Sociais e Opinião Pública, feita antes de Rajoy anunciar os planos para o artigo 155.º, revela que se as eleições fossem agora a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), do atual vice-presidente Oriol Junqueras, teria 43 ou 44 deputados. A estes seria preciso juntar os 18 ou 19 do Partido Democrata Europeu Catalão (de Puigdemont e do ex-presidente Artur Mas). Nas eleições de 2015, ambos concorreram na aliança Junts pel Sí, que conquistou 62 deputados. A maioria ficaria completa com os nove ou dez eleitos pela Candidatura de Unidade Popular (CUP), que atualmente tem dez representantes. Com uma nova vitória, os independentistas poderão sentir-se legitimados para manter o desafio ao governo central e não solucionar o problema.

Na sondagem, só os socialistas ganhariam deputados em relação às autonómicas de 2015. Contudo, em relação à sondagem anterior, em dezembro de 2016, toda a oposição, à exceção da coligação que inclui o Podemos, sobe. Ainda assim não consegue derrotar o independentismo. Este volta contudo a não conseguir ser maioria de votos, ficando-se pelos 47,9% (apenas mais uma décima do alcançado em 2015). Em relação à sondagem anterior, a ERC perderia deputados (tinha então entre 48 e 50), com o PDeCAT a ganhar (de 15 a 17 para 18 ou 19), assim como a CUP (no final do ano passado só elegeria seis).

A sondagem é conhecida no início de uma semana decisiva na Catalunha, que culminará na sexta-feira quando o Senado espanhol aprovar a aplicação do artigo 155.º. O Partido Popular tem maioria, mas conta com o apoio do PSOE e do Ciudadanos. No mesmo dia, segundo disseram fontes do governo catalão aos jornais locais, deve decorrer o plenário no Parlamento da região para discutir a tentativa de Rajoy de "liquidar o autogoverno", como apelidou Puigdemont.

O formato desse debate será discutido na conferência de líderes de hoje. A maioria independentista (Junts pel Sí e CUP) estuda recorrer a um Debate de Política Geral ou a um em que esteja só um tema em cima da mesa, sendo que ambos culminam com a votação de resoluções propostas no momento. Num plenário normal, seria necessário indicar antes o que se votaria e o Tribunal Constitucional poderia atuar.

O primeiro-ministro espanhol pediu no ao Senado o poder para demitir todo o governo catalão e convocar eleições no prazo máximo de seis meses. Durante esse prazo, a Generalitat será governada a partir de Madrid, com o Parlamento catalão a ficar também praticamente destituído de poder. O artigo 155.º permitirá ainda atuar junto das forças de segurança, com o eventual afastamento do major dos Mossos d"Esquadra, Josep Lluís Trapero. Mas também a intervenção na televisão e rádio públicas da Catalunha de forma a garantir uma informação "verdadeira, objetiva e equilibrada". Os trabalhadores da TV3 já denunciaram um "ataque direto, indigno e impúdico à liberdade de expressão e de informação".

A presidente da câmara de Barcelona, Ada Colau, defende que todos os atores trabalhem ao longo desta semana para evitar o artigo 155.º. "Temos que trabalhar ativamente para que não se chegue a aprovar, porque complicaria a situação", disse, criticando tanto o governo espanhol como uma eventual declaração unilateral de independência. Colau lembra que "mais cedo ou mais tarde" terá que haver eleições porque estamos diante do "esgotamento" do processo, mas defendeu que estas ocorram sem ser "numa situação de anomalia, com muita tensão e mais polarização".

Semana decisiva
Hoje › A conferência de líderes do Parlamento catalão é às 10.30 (09.30 em Lisboa). Será marcado o plenário pedido por Puigdemont para discutir a aplicação do artigo 155.º.

Terça-feira › Às 11.00 (10.00 em Lisboa) há conferência de líderes do Senado espanhol e uma hora depois reunião da Mesa. Será criada uma comissão, com 27 senadores, para analisar a proposta de Rajoy.

Quarta e quinta › O estudo da proposta deve durar dois dias, tempo durante o qual Puigdemont pode defender o seu caso. Relatório final é conhecido na quinta-feira.

Sexta-feira › Num plenário extraordinário, discute-se o relatório final, com a presença de Rajoy e vota-se a aplicação do artigo 155.º. Plenário no Parlamento catalão poderá ser neste mesmo dia, com eventual voto e declaração de independência.

Fonte: DN


Tomada de posse de Artur Fresco para 2017-2021 na Junta de Freguesia de Mira

A Biblioteca Municipal de Mira foi pequena para receber a todos os que fizeram questão de estar presentes na posse de Artur Fresco para o seu segundo mandato à frente dos destinos da Junta de Freguesia de Mira.
Foi uma cerimónia breve, onde depois do protocolo de investidura da Junta e da Assembleia, aconteceram os esperados discursos de Artur Fresco e de Raul Almeidaque, depois de sensivelmente uma hora, também viria a tomar posse para um segundo mandato à frente dos destinos do Município.
Artur Fresco garantiu que "independentemente da cor política" dará a todos os cidadãos da Freguesia o mesmo tratamento.
Mesmo a acreditar num futuro mais risonho, o recém-empossado Presidente da Junta admitiu "saber que não fizemos tudo bem", mas - para ele - o aprendizado e a colaboração "incontornável"  de Manuel Augusto e Carlos Costa que continuam a acompanha-lo nesta trajetória, foi algo deveras importante, o que contribuirá para que o segundo mandato também fique marcado pela positiva.
Para ele, apesar da vantagem bastante significativa obtida nas urnas, é tempo de "olhar em frente"  e de continuar a contar coma Câmara Municipal onde, apesar da amizade que me liga a Raul Almeida, "serei sempre reivindicativo".
Relembrando a sua promessa eleitoral, Artur Fresco garantiu a construção da nova sede da Junta de Freguesia. "Uma sede digna para esta Junta".
Raul Almeida começou por dar os parabéns a todas as pessoas que participaram na campanha eleitoral, convidando-os - a partir de agora - a lutarem pela causa da maior Junta de Freguesia do Concelho.
Para além disso, referiu ao "incontornável agradecimento a todos os que ajudaram a evitar que uma tragédia de maiores proporções acontecesse em todo o nosso Concelho".
Por fim, referiu-se à conta solidária que será gerida pela Câmara Municipal e pelos 4 presidentes de Junta de Freguesia, no sentido de que todos possam contribuir para o reerguer de Mira, no seu todo.
Depois deste momento, ficavam a faltar as posses do Executivo Municipal e da Assembleia Municipal, para além da Junta dos Carapelhos, que o Jornal Mira Online também dará conta, dentro em breve.
Como disse Raul Almeida "é hora de irmos ao trabalho" e aqui, não importa minimamente a tendência partidária de cada um. O que Mira e os mirenses esperam é ação... muita ação nos próximos anos, pois não será mesmo nada fácil reerguer o Município - e isto começa em cada Freguesia - sem uma enorme vontade de colocar Mira novamente no mapa... pelos melhores motivos!
Mira Online

BAS DOST, O MELHOR REMÉDIO PARA A RESSACA EUROPEIA

Três golos do avançado holandês e um 'bis' de Acuña selaram a goleada de mão cheia (5-1) do Sporting sobre o Desportivo de Chaves.
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Desengane-se quem diz que o Sporting não está dependente de Bas Dost. Foi preciso o avançado holandês pôr fim ao maior jejum de golos desde que chegou a Alvalade – estava há seis jogos sem marcar - para os ‘leões’ terminarem, também eles, com a pior sequência da época – uma vitória nos últimos seis jogos. Foram três golos, todos de cabeça, sendo que Acuña também não quis ficar atrás e também bisou na partida. A equipa ‘leonina’ continua, assim, na perseguição ao FC Porto, mantendo os dois pontos de distância para os líderes.
Jorge Jesus operou apenas uma mudança relativamente ao onze que jogou em Turim, na quarta-feira, frente à Juventus, para a Liga dos Campeões: saída de Rodrigo Battaglia, que começou o jogo no banco, por troca com Daniel Podence. Bruno Fernandes recuou no terreno, para jogar mais perto de William Carvalho, enquanto Podence fez dulpa com Bas Dost no ataque.
Em relação aos flavienses, destaque para as entradas de Anderson e Davidson na equipa inicial de Luís Castro, em virtude das ausências de Domingos Duarte e Matheus Pereira (ambos emprestados pelo Sporting). Platiny foi o escolhido para render o lesionado Willian na frente de ataque.
Jorge Jesus tinha pedido aos seus jogadores para repetir o nível que havia demonstrado em Turim, onde, apesar da derrota, havia deixado boas indicações. A equipa correspondeu e logo aos seis minutos, Bas Dost inaugurou o marcador: canto cobrado na esquerda por Bruno Fernandes, com o avançado holandês, a cabecear ao primeiro poste para o fundo da baliza de Ricardo.
A formação de Luís Castro tratou logo de correr atrás do prejuízo, beneficiando de alguns erros não forçados por parte dos 'leões' no meio-campo. Contudo, Bas Dost queria mais e à passagem do quarto de hora já juntava mais um golo à sua contagem pessoal: Podence, lançado na direita, desfere um cruzamento teleguiado para o segundo poste, onde surge o holandês a cabecear para o segundo da partida.
O Desportivo de Chaves respondeu três minutos depois, com um remate de Perdigão à trave da baliza defendida por Rui Patrício. A equipa de Luís Castro, honra lhe seja feita, raramente baixou os braços durante a primeira parte, optando por não recorrer ao 'autocarro', estratégia frequentemente utilizada pelas equipas ditas 'pequenas'.
Ao minuto 31, Gelson cai na área, em lance disputado com Bressan, com Rui Costa a considerar simulação do jogador 'leonino', que acaba por ver cartão amarelo.  A assobiadela monumental que se fez ouvir em Alvalade levou o juiz da AF Porto a recorrer ao videoárbitro, acabando, no entanto, por manter a decisão inicial.
Aos 39', Bas Dost falha o 'hat-trick' de forma inacreditável, com o chapéu sobre Ricardo a rasar o poste. O holandês nem teve tempo para perceber o lance que havia desperdiçado, pois logo a seguir Acunã, servido por Gelson - Ricardo já estava batido - fazia o 3-0, numa excelente jogada delineada pelo ataque 'leonino'.
Na segunda parte, o domínio do Sporting tornou-se ainda mais perceptível, face à vantagem de três golos que detinha. Só que a fome de golos do leão não se ficou por aqui. Aos 52', Gelson combinou com Podence, com o extremo a tirar um rival do caminho e, depois, a tentar servir Acuña ao segundo poste. O argentino não estava lá, porém. Seis minutos depois, Piccini avança pelo meio, serve Bas Dost e o holandês assiste Acuña para o quarto golo da equipa e segundo da conta pessoal. Excelente exibição dos homens do ataque sportinguista.
A goleada 'leonina' terminava da mesma forma com que havia começado: com Bas Dost (quem mais?) a faturar. Cruzamento perfeito de Piccini na direita, com o holandês a aparecer ao segundo poste e a cabecear para o 'hat-trick'. Já na reta final, Doumbia - entrou para o lugar de Gelson - também quis deixar a sua marca no jogo, mas Rui Costa invalidou o lance, por fora de jogo de Bas Dost no momento da assistência.
No tempo de compensação houve ainda tempo para o golo do Chaves, após uma excelente jogada de Davidson.
Sportinforma