sábado, 21 de outubro de 2017

Editorial | Dá que entender…


Quem anda na promoção da dádiva de sangue há uns anos como eu, é confrontado com certos acontecimentos que dão para pensar. Quando o CEDACE funcionava independente do IPS, as pessoas que se disponibilizavam para se registar como potenciais dadores de medula óssea, preenchiam uns formulários, mesmo que se encontrassem a tomar comprimidos, tais como antibióticos, vacinas, mesmo se encontrassem com sintomas de gripe.

Agora, uma vez que o referido CEDACE passou a fazer parte integrante do IPST tudo mudou, sem que os dirigentes associativos que andam no terreno tenham conhecimento das alterações introduzidas na avaliação clínica, independentemente de estes não serem médicos nem enfermeiros, mas, são primeiros a ser contactos pelos interessados em fazer parte da base de registos, são eles que implementam no terreno as acções directas junto da comunidade.

Exemplo: uma jovem candidata a doar sangue, faz questão de se registar para medula óssea em simultâneo, ora, se não é aprovada para doar sangue, também não se pode registar para a medula porquê? Este novo modelo coloca-nos uma pulga atrás da orelha…

Sabe-se que a recolha de sangue para medula óssea não dá lucro ao ISPT, enquanto que a dádiva é como a cereja no topo do bolo, vale ouro.

Apreciamos estes procedimentos no Posto Fixo da ADASCA com alguma regularidade. Alguém do IPST se sente movido pela amabilidade de nos explicar como isso se processa? Antecipadamente agradecemos, porque os leitores do Litoral Centro agradecem e serve para desfazer as dúvidas que vão surgindo.

Por fim, custa-nos ver cartazes danificados, quando os mesmos têm por fim divulgar as acções que a ADASCA tem em curso com o propósito de ajudar alguém que pediu apoio, como está acontecer com o jovem João Pedro de Ílhavo. A quem incomodam os cartazes? Esta sociedade não pode a minha, aquela em que desejo viver. 

O material danificado é caro, e quem o danifica revela certamente um comportamento anti-social, senão mesmo uma personalidade desviante, irresponsável, mesmo que se trate de um adulto.

Ai daqueles que necessitam, os que dependem de componentes sanguíneos, como aconteceu comigo, ficamos reduzidos à total dependência de outros para continuarmos a ter alguma qualidade de vida,

Até amanhã na colheita de sangue no Salão da Junta de Freguesia de Cacia.


J. Carlos
Director


Hora de Fecho: O dia em que Rajoy aplicou a "bomba atómica"

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Hora de fecho

As principais notícias do dia
Boa tarde!
Este sábado, o Conselho de Ministros aprovou as medidas a implementar na Catalunha ao abrigo do artigo 155 da Constituição. Nas ruas esperam-se milhares. Como vai acabar o braço de ferro?
Apesar do aviso do IPMA, a fase Charlie de combate a incêndios não foi prolongada e as populações não foram alertadas para os riscos que corriam.
Conselho de Ministros extraordinário aprova resolução para agilizar atribuição de indemnizações às vítimas dos incêndios, mas define apenas prazo para comissão definir critérios.
Perseguido pela polícia por estar num carro roubado, fugiu em direção à residência oficial da família real espanhola - e entrou. Depois desapareceu. Até um helicóptero foi chamado para o apanhar.
Um novo ataque suicida em Cabul que matou 15 cadetes do exército afegão hoje elevou para mais de 200 o número de mortes em ataques no Afeganistão desde terça-feira.
Presidente do Zimbabué há 31 anos já foi sancionado inúmeras vezes por violações dos direitos humanos. Acaba de ser nomeado embaixador da boa-vontade pela Organização Mundial de Saúde.
Chamam-lhe o pai dos vinhos do Alentejo, mas foi a imagem de Portugal que carregou às costas pelo mundo. O legado do homem que come o que caça e bebe o que produz faz 25 anos. Esta é a sua história.
O ator Miquel Fernández venceu a quarta gala do programa "A tua cara não me é estranha" com uma interpretação de Salvador Sobral.
O Santuário de Fátima acolhe este sábado uma relíquia de João Paulo II, uma amostra de sangue do antigo Papa, que estará exposta à veneração dos fiéis na Capela da Ressurreição de Jesus até domingo.
O que acontece às memórias quando elas deixam de ser boas? Um fotógrafo pediu às pessoas que lhe enviassem as imagens que são "demasiado difíceis de manter". Sem explicações. Estas são algumas delas.
Saca teve a melhor expressão para descrever a primeira ronda em Peniche: "Há diamantes no mar, só é preciso encontrá-los". E Fanning, o eterno diamante, foi melhor do que Kikas, um diamante em bruto. 
Opinião

Rui Ramos
Houve quem tivesse notado que nenhum outro presidente da república fora tão duro desde o general Eanes. Mas o ponto é que também nunca um chefe de governo foi tão frouxo na sua resposta ao presidente.

Helena Garrido
António Costa é responsável por políticas que queremos e por isso a tragédia dos incêndios é também um peso para a nossa consciência. Fomos nós que escolhemos abandonar aquelas pessoas.

Diana Soller
Que o percurso de Newt Gingrich nos sirva de lição para que não se cometam erros que se mascaram de vitórias no imediato, mas podem ter consequências importantes no médio-longo prazo.

Cristina Soutinho
Agora que se discute o orçamento de Estado, fica o apelo ao governo, aos partidos políticos e ao setor privado e empresarial para que apoiem as políticas nacionais direcionadas para a infância.

Paulo Tunhas
Há uma explicação para o grotesco. Costa ocupa simultaneamente dois cargos. Primeiro, é sócio-gerente da empresa Geringonça. Depois, é primeiro-ministro de Portugal. A ordem aqui não é arbitrária.
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Sociedade ! Confusão em manifestação pelas vítimas obriga a intervenção da PSP


Registaram-se alguns distúrbios na concentração que decorre na Praça do Comércio, em Lisboa

Vários manifestantes envolveram-se hoje em cenas de pancadaria na Praça do Comércio, em Lisboa, onde, pelas 16:15, teve início um protesto em defesa da floresta e homenagem aos mortos nos incêndios deste ano.

No local, a agência Lusa testemunhou vários cidadãos a envolverem-se em confrontos, junto à estatua do Rei D. Jose I, tendo obrigado à intervenção de cerca de uma dezena de agentes policias.

Pedro Fortunato, um dos envolvidos hoje nos confrontos na Praça do Comércio, explicou que estes começaram quando foi impedido por um outro grupo de cidadãos de desenrolar uma faixa, onde se lia "os culpados são os governos PS e PSD/CDS".

Segundo Fortunato, um dos seus amigos, que também participava na manifestação, foi pontapeado e lançado ao chão por um grupo de pessoas que contestavam o facto de ele culpabilizar o governo PDS/CDS.

Pedro Fortunato afirmou aos jornalistas que "é tanto culpado o atual Governo, como o anterior", relativamente à situação trágica dos incêndios, que este ano assolou o país.

Depois dos incidentes, o protesto prosseguiu em silêncio. As altercações foram um tom dissonante de um protesto calmo e sem grandes palavras de ordem.

No local concentraram-se centenas de pessoas, algumas empunhando a bandeira nacional e cartazes com frases como: "Incêndios já basta", "eucaliptização/combustão" e "exigimos responsabilidades e exigimos proteção.

Uma das manifestantes, Isabel Vale, em declarações à Lusa, afirmou que participa na ação de protesto por ser apartidária e "na defesa de um país verde que não deve ficar cinzento", considerando que "há responsabilidade dos vários governos".

Carolina Covelas pediu por sua vez "silêncio e respeito pelos mortos", lembrando ainda a devastação não só do verde, como também dos muitos animais que morreram.

Para hoje estão agendas manifestações para uma dezena de distritos do país contra os incêndios e as políticas florestais, mas também de homenagem às vítimas dos fogos, iniciativas organizadas nas redes sociais e por grupos de cidadãos.

A maioria dos eventos foi convocada através das redes sociais e decorrem desde as 16:00, em pelo menos dez distritos do país: Lisboa, Porto, Aveiro, Viseu, Castelo Branco, Coimbra, Leiria, Braga, Guarda e Bragança.

"Manifestação silenciosa: Portugal contra os incêndios" é a designação das ações que decorrem na Avenida dos Aliados, no Porto, e na Praça do Comércio, em Lisboa, em luta por um planeamento de defesa e proteção florestal e para que as medidas de prevenção de combate a incêndios sejam realmente executadas.

A iniciativa "Basta! Por um Futuro Sustentável!" também foi marcada para a Praça do Comércio, e em cada Câmara Municipal uma manifestação sob o lema: "de luto e em silêncio por todas vítimas, por todas as casas destruídas, por todas as árvores ardidas".

As centenas de incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram 44 mortos e cerca de 70 feridos, mais de uma dezena dos quais graves.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos em Portugal, depois de Pedrógão Grande, em junho deste ano, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou, segundo a contabilização oficial, 64 mortos e mais de 250 feridos. Registou-se ainda a morte de uma mulher que foi atropelada quando fugia deste fogo.

Fonte: DN


A Jovem Mariana está desaparecida


Esta menina de nome Mariana desapareceu ontem dia 18/10/017 por volta das 14h, é neta de uma amiga minha que me pediu para partilhar pois, pode ser que alguém saiba algo. Eu estou a partilhar pois é uma grande amiga minha que me pediu. Se puderem partilhar agradecem.

Enviado por António Alves Ribeiro

NB: O Litoral Centro pede agradece aos leitores, caso vejam esta jovem informar as autoridades mais próximas.

J. Carlos
Director

Eu, Psicóloga | Como o cérebro funciona durante o vestibular?



A organização do cérebro humano não é estática. Suas conexões se movimentam o tempo todo, de acordo com a atividade a ser realizada. Foi essa conclusão a que chegou uma pesquisa feita por cientistas da Universidade de Stanford. Durante testes de memória, por exemplo, identificaram que a atividade cerebral ocorreu de forma mais integrada com relação ao estado de repouso. E, quanto maior a rapidez e a precisão na realização da tarefa, mais integrado o cérebro parecia.
Imagine, então, o nível de atividade cerebral durante uma prova de vestibular, em que a pressão e a ansiedade são constantes. “Nesta situação, não apenas o cérebro reage, mas ele se comunica com outros órgãos do corpo, o que denominamos de eixos. Existe o eixo hipotalámo-hipófise-supra-renal, por exemplo, que fica mais ativado frente a uma situação estressante.
Essa ativação leva à produção de noradrenalina, aumenta a pressão arterial, a frequência cardíaca e respiratória e há aumento também do cortisol que, em excesso, pode prejudicar, inclusive, a nossa capacidade de memorizar”, explica Flavio Shansis, médico psiquiatra e professor da Graduação em Medicina na Unisinos. Talvez seja por isso que tanta gente tem “branco” no momento da prova.
De acordo com ele, as áreas ditas mais nobres do cérebro são ativadas durante o vestibular, dentre as quais o corte pré-frontal é bem importante. “Existem áreas mais relacionadas à memória, ao processamento de dados, que são mais estimuladas quando colocadas em demanda.
Estudos mostram que áreas nobres, como o corte pré-frontal, por exemplo, são ativadas quando são desafiadas, e isso é mostrado em exames de neuroimagem funcional. Portanto, provavelmente, no momento de uma prova, essas e outras áreas serão mais demandadas”, explica Shansis. Áreas da memória, como o hipocampo, também podem ser mais ativadas em situações que requeiram evocação de conhecimentos anteriormente adquiridos, que é o caso do vestibular.
E como as conexões cerebrais não são estáticas, é possível aprimorá-las para obter um melhor desempenho no vestibular. A leitura e os exercícios de memória podem não apenas aumentar as conexões, como torná-las mais eficientes. Dormir bem também é fundamental, pois a falta de sono diminui a criatividade, a concentração, o aprendizado e a capacidade de planejar e resolver problemas, deixando o raciocínio lento.
Veja, a seguir, quais partes do cérebro são acionadas durante o vestibular.




DIVULGUEM - Confusão mental do idoso

Principal causa da confusão mental no idoso
Arnaldo Lichtenstein, médico
Resultado de imagem para DIVULGUEM - Confusão mental do idoso

Sempre que dou aula de clínica médica a estudantes do quarto ano de Medicina, lanço a pergunta: 

- Quais as causas que fazem o avô ou  avó terem confusão mental?

Alguns arriscam: "Tumor na cabeça".
Eu digo: "Não".

Outros apostam: "Doença de Alzheimer"

Respondo, novamente: "Não".

A cada negativa a turma espanta - se... E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns:



- diabetes descontrolado;
- infecção urinária;   
- a família passou um dia inteiro nas compras, enquanto os idosos ficaram em casa.

Parece brincadeira, mas não é. Constantemente o avô e a avó, sem sentir sede, deixam de beber líquidos.

Quando não há gente em casa para lembrá-los, desidratam-se com rapidez.
A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos (taquicardia), (angina de peito), coma e até morte.



Insisto: não é brincadeira.
Na melhor idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água no corpo. Isso faz parte do processo natural de envelhecimento.
Portanto, os idosos têm menor reserva hídrica.
Mas há outro factor: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de beber água, pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem.

Conclusão:
Os idosos desidratam-se, facilmente, não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água no seu corpo. Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o seu organismo.

Por isso, aqui vão dois alertas:

1 - O primeiro é para os avós: tornem voluntário o hábito de beber líquidos. Por líquido entenda-se água, sumos, chás,  leite, sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, ananás, laranja e tangerina, também funcionam. O importante é que, a cada duas horas, beber algum líquido. Lembrem-se disso!

2 - Meu segundo alerta é para os familiares: ofereçam, com frequência, líquidos aos idosos. Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao  perceberem que rejeitam os líquidos e, de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços, aéreos, falta de atenção. É quase certo que sejam sintomas decorrentes de desidratação.
Atitude a ter:
"Dar-lhes  líquidos e ir, rapidamente, a um serviço médico".



(*) Arnaldo Lichtenstein (46), médico, é clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).



*    Gostou?*
*    Então divulgue. *

*    Seus amigos merecem saber!*--

Enviado por António Alves Ribeiro


30 milhões de euros para reconstruir casas. 100 milhões para empresas

O Governo decidiu hoje uma série de novas medidas para apoiar as regiões afetadas pelos incêndios. Valor total perto dos 400 milhões de euros
O Governo anunciou hoje que decidiu alocar 30 milhões de euros do Orçamento de Estado para apoiar a reconstrução de habitações destruídas nos incêndios e de 100 milhões para as empresas. Parcelas de um pacote que, no total, chegará perto dos 400 milhões de euros, incluindo também as áreas da segurança social e agricultura.
O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, anunciou que o levantamento nas regiões afetadas pelos incêndios apurou a existência de mais de 500 habitações próprias e permanentes parcial ou totalmente destruídas, as quais serão objeto de apoio, desde que os seguros não possam ser acionados.
Ao nível das empresas, com um balanço de mais de 300 afetadas, segundo o mesmo representante, o Governo decidiu "estruturar um sistema de subvenção a fundo de perdido até 100 milhões de euros". Haverá ainda uma linha de crédito no valor de 100 milhões de euros e um sistema de apoios ao investimento de 100 milhões de euros, com 50 milhões de fundos comunitários. Uma vez mais, ao nível das empresas, estes apoios serão aplicáveis apenas se os seguros não puderem ser acionados.
Ao nível do Trabalho e segurança Social, o ministro Vieira da Silva referiu que cerca de cinco mil postos de trabalho terão sido afetados, anunciando uma série de medidas de promoção do emprego, das quais destacou o apoio à tesouraria para pagamento de salários por um período de três meses, "provavelmente prorrogável". Medidas que poderão andar na ordem dos 13 milhões de euros.
Para a agricultura, anunciou o ministro Capoulas Santos, os apoios rondarão os 35 milhões de euros, tendo sido anunciadas duas linhas de crédito.
"Os valores totais andam na ordem dos 400 milhões de euros. Não chega lá, mas estão perto disso", afirmou o ministro Pedro Marques, no segundo briefing do dia com apresentação de medidas aprovadas no Conselho de Ministros Extraordinário que está a decorrer no Palácio de Belém, em Lisboa, para lançar uma reforma "de fundo" nos sistemas de prevenção e combate aos incêndios e para adotar medidas de emergência de apoio às vítimas dos fogos.
No primeiro briefing, a ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, anunciara a criação de uma comissão para pagamento de indemnizações aos familiares das vítimas dos incêndios, a qual terá 30 dias para fixar os critérios, cabendo depois à Provedoria de Justiça estabelecer o valor das compensações.

Governo anuncia mecanismo para indemnizar vítimas "o mais rápido possível"
A ministra da Justiça afirmou que o mecanismo extrajudicial de compensação relativo às vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande (junho) e do passado domingo e segunda-feira terá uma adesão voluntária por parte dos familiares e herdeiros das vítimas.
"É para nós desejável que as famílias recebam o mais depressa possível", declarou Francisca Van Dunem, adiantando, contudo, que não pode prever neste momento uma data exata sobre o momento em que as indemnizações começarão a ser pagas. 

Fonte: DN
Foto: ORLANDO ALMEIDA / GLOBAL IMAGENS